Na primeira investida da operação, o Sindicato dos Oleiros de Altamira foi autuado em R$ 1 milhão por extrair argila e fabricar tijolos sem licença do órgão ambiental. O negócio, que acabou embargado, funcionava irregularmente havia anos no centro do município, às margens do Igarapé Panela, uma área de proteção permanente, logo não edificável. A proprietária do terreno também foi multada em R$ 42 mil, pelo desmatamento de oito hectares de mata ciliar.
Dez fazendas já autuadas pelo Ibama por desmatamento foram novamente penalizadas, agora por quebra de embargo, por não ter interrompido a atividade pecuária na área ilegalmente desflorestada. Desta vez, juntas, elas foram multadas em R$ 1,2 milhão. Todos os proprietários foram notificados a retirar o gado das terras em 60 dias, sob pena de novas autuações, além da apreensão do rebanho. Um pecuarista de Brasil Novo, a 50 kms de Altamira, ainda foi multado em R$ 210 mil por desmatar 42 hectares de florestas nativas.“Este ano, vamos intensificar todas as ações de repressão aos crimes ambientais na região”, promete o chefe do Escritório Regional do Ibama em Altamira, Lisarbson Messias. Segundo ele, a operação Feliz Ano Novo prossegue sem prazo para terminar.
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