sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A OUTRA “BELO” QUE ESTÁ SE INSTALANDO À BEIRA DO RIO XINGU

Funcionário da Belo Sun recupera dados em estação de trabalho na Vila da Ressaca
Depois de realizar pesquisa mineral por cerca de três anos, a mineradora canadense Belo Sun pretende instalar no município de Senador José Porfírio (Pará) o Projeto Volta Grande, o maior projeto de mineração de ouro a céu aberto do Brasil, segundo afirma no seu site. A empresa espera que a Licença Prévia (LP) seja emitida ainda neste semestre e afirma que atuará de acordo com as melhores práticas socioambientais. No entanto, o processo de licenciamento ambiental do empreendimento enfrenta impasses, como apurado nesta reportagem. A sociedade local teme por potenciais impactos ambientais, como riscos futuros ao abastecimento e à qualidade da água por assoreamento e lançamento de poluentes, além de uso de explosivos, desmatamento e acúmulo de resíduos tóxicos que poderiam afetar o rio Xingu e, consequentemente, povos indígenas e ribeirinhos.
Placa da mineradora Belo Sun demarca território as margens do Rio Xingu.
Mas no centro dos debates há também outro complicador já reconhecido por instituições como o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública do Estado do Pará e a Fundação Nacional do Índio (Funai), além de organizações não-governamentais como o ISA (Instituto Socioambiental). O principal reservatório da polêmica usina hidrelétrica de Belo Monte, em construção na cidade de Altamira, está a 50 km da área onde a mineradora pretende instalar suas operações. Embora sejam projetos independentes, devido a essa proximidade, segundo os críticos, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Belo Sun deveria ter levado em consideração os efeitos conjuntos dessas duas grandes obras na região da Volta Grande, trecho de cerca de 100 Km do rio Xingu, que poderá ter sua vazão reduzida em até 80% nos próximos anos devido ao represamento da água destinada às operações da hidrelétrica de Belo Monte.
Placas na entrada do galpão de amostras da Belo Sun.
Temendo potenciais riscos ao abastecimento de água, oMPF recomendou à Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (Sema-PA) que não conceda Licença Prévia (LP) à Belo Sun, sem que haja ampliação do Estudo de Impacto Ambiental. Solicitou, inclusive, análises específicas sobre impactos que poderão ser causados às Terras Indígenas e aos ribeirinhos da região que deverão ser consultados sobre o empreendimento. Na Volta Grande, as duas Terras Indígenas mais próximas são Paquiçamba e Arara. 

Além da forte relação cultural com o rio Xingu, as comunidades dependem dele diretamente para atividades de pesca, extrativismo e agricultura familiar. O Instituto Socioambiental usa o mesmo argumento. Embasado em um documento que enumera os riscos ambientais e as falhas no Estudo de Impacto Ambiental, protocolou um pedido à Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema-PA) que, pela sua natureza e localização, considere o empreendimento inviável.
Para cada metro de profundidade prospectado, uma amostra de solo 
é 'arquivada' no galpão da empresa.
Os perigos: O principal risco envolvido no projeto é agravar ainda mais a redução da vazão do rio Xingu na região da Volta Grande. Isso pode piorar a qualidade de água e afetar a fauna, vegetação, pesca e navegação. Em suma, pode impedir ou dificultar, somando-se aos efeitos de Belo Monte, os modos de vida da população local. 

Segundo análise do ISA, o Estudo de Impacto Ambiental da Belo Sun é inconsistente: “A afirmação de que o período da seca tem vazões inferiores a 2.500 m³/segundo (metros cúbicos por segundo) é altamente genérica, já que a seca provocada pela Barragem de Belo Monte poderá variar a vazão do rio desde 700 m³/segundo em alguns meses a mais de 2.000 m³/segundo em outros” (cada metro cúbico corresponde a mil litros de água).
Funcionário da empresa trabalha na trituração dos fragmentos de 
rocha recolhidos na prospecção.
Leonardo Amorim, advogado do Programa Xingu do ISA, afirmou, em entrevista a ((o))eco, que a incerteza que ainda paira sobre o impacto ambiental da hidrelétrica de Belo Monte impede prognósticos com um mínimo de confiança sobre o impacto do projeto desta outra Belo, a Belo Sun. “Se os riscos que podem ocorrer em função de Belo Monte, principalmente em termos de redução da vazão, ainda terão que ser monitorados e documentados nos próximos anos, como instalar na mesma região, mais um projeto com previsão de altos impactos, que nem levou em consideração esse outro grande empreendimento?”, afirmou. Ele recorda que o licenciamento de Belo Monte ficou condicionado a um cronograma de monitoramento dos seus impactos no rio Xingu durante 6 anos, a partir do início das operações, previsto para 2015.
A mineradora realizou perfurações que chegaram até 600 metros de profundidade.
MPF e ISA aguardam retorno do órgão ambiental: As questões mencionadas por Amorim também preocupam Thais Santi Cardoso da Silva, procuradora da República, que assinou em conjunto com Meliza Alves Barbosa, também procuradora federal, a manifestação do Ministério Público Federal. Ela disse que está aguardando um retorno da Secretaria de Meio Ambiente do Pará. “Vou cobrar uma resposta”, adiantou em entrevista a ((o))eco. 

Caso a Licença Prévia seja liberada pelo órgão ambiental do Pará, sem que o Estudo de Impacto Ambiental seja ampliado para atender às exigências de análise de impactos nas comunidades indígenas e ribeirinhas, Thais Santi advertiu que a questionará judicialmente. “Não estamos contra a empresa. Nossa preocupação tem caráter preventivo”, disse. Ela argumenta que a sociedade civil deve participar do debate sobre o projeto. “As comunidades estão atordoadas com a falta de informação”.
Homem passa em frente ao escritório da Belo Sun, na rua principal do vilarejo.
 O local também serve para atender a população local que quer mais informações
 sobre o projeto.
Leonardo Amorim concorda e afirma que uma liberação da Licença Prévia que não considere os argumentos das instituições que já se manifestaram oficialmente junto ao órgão ambiental do Pará pode ser questionada na justiça. “A Sema deve emitir análise técnica sobre o projeto. Estamos aguardando”, afirma.

Por fim, a Defensoria Pública do estado do Pará também se envolveu no caso e enviou ofício a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-PA). O documento diz que a empresa elaborou uma nota técnica, com respostas à sociedade sobre dúvidas levantadas durante a primeira audiência pública. No entanto, o conteúdo não foi anexado ao Estudo de Impacto Ambiental.
Engenheiro da Mineradora Belo Sun transfere para seu notebook dados de 
sondagem coletados na estação.
((o))eco tentou entrevistar Mariana Queiroz, gerente de Projetos Minerários da Sema-PA. Em resposta à solicitação de entrevista sobre o licenciamento ambiental do Projeto Volta Grande, ela respondeu em curto e-mail: “O processo está em fase de análise técnica, aguardando resposta de notificação”. A notificação, segundo Queiroz, se refere à complementação pela Belo Sun dos estudos solicitados pelas instituições já citadas nesta reportagem.
Engenheiros da Belo Sun deixam o galpão de armazenamento dos
 fragmentos de solo.
Acúmulo de rejeito de mineração gera incertezas: Leonardo Amorim levanta outro risco do projeto Volta Grande. O acúmulo de rejeito que pode vazar e poluir o rio ou o solo. O rejeito é a rocha moída da qual foi extraído o ouro por processos químicos e físicos. “Em 2000, por exemplo, o rompimento da barragem de rejeitos da mina de ouro da Baía Mare, na Romênia, causou o maior desastre ecológico na Europa desde Chernobyl, contaminando 400 Km do rio Danúbio até o Mar Negro”, diz. 

Amorim citou estudo de 2011 dos pesquisadores norte-americanos David Chambers e Bretwood Higman. Eles afirmam que “desde 2001 as taxas de acidentes são desproporcionalmente altas em relação ao ciclo de vida previsto para esses reservatórios [de resíduos]”. Segundo Amorim, o estudo mostra que os acidentes não estão limitados “a velhas tecnologias em países com regulação frouxa”, já que 39% deles aconteceram em minas nos Estados Unidos. Em outro artigo, de 2010, Shahid Azam e Qiren Li, pesquisadores do tema no Canadá afirmam: “Para um inventário mundial de 18.401 áreas de mineração, a taxa de falha nos últimos cem anos é estimada em 1,2%. Isso é mais do que duas ordens de magnitude acima da taxa de falhas em barragens convencionais de retenção de água, que é registrada em 0,01%”.
Funcionários separam e ensacam os fragmentos de solo.
Projeto encerra ciclo de garimpo ilegal, afirma executivo: O vice-presidente de exploração da Belo Sun, Hélio Diniz, afirmou em entrevista a ((o))eco que o Projeto Volta Grande encerra um ciclo local de atividades de garimpo ilegal, realizado com empregos informais, sem uso de equipamentos de segurança pelos trabalhadores. O resultado, segundo ele, foram acidentes, com frequência mortais, e contaminação da água e do solo. 

Diniz evitou comentários sobre as críticas feitas ao projeto Volta Grande. Indagado sobre os questionamentos do Ministério Público e do ISA, respondeu: “Estamos trabalhando na realização de todos os estudos complementares solicitados pela Sema, órgão responsável por encaminhar os questionamentos a respeito do projeto”. 

Quanto à captação de água do rio Xingu (atrelada ao processo de licenciamento), Diniz afirmou que “a empresa já prestou os esclarecimentos adicionais à Sema demonstrando que as operações não comprometem o abastecimento de água local”. A Belo Sun terá uma adutora com capacidade de bombeamento de 250 m³/hora, na fase de instalação. Na operação a demanda prevista deverá triplicar, passando a 764m³/hora (o que equivale a 0,2 m3/segundo). Embora esses sejam os valores estimados de consumo máximo, foi ressaltado que, nas duas etapas do projeto, devem ser utilizados de 80% a 90% da capacidade instalada. Haverá também estação de tratamento da água na área de mineração.
Após a trituração, as lascas de pedras de cada amostra são armazenadas em 
sacos rotulados com a profundidade em que foi encontrada. Elas seguem 
para um laboratório chileno para análise detalhada.
Diniz espera que a licença prévia seja emitida pela Secretaria de Meio Ambiente do Pará ainda neste semestre e ressalta que o Projeto Volta Grande, além de gerar empregos, renda e oportunidades, desenvolverá ciclos de capacitação de mão de obra e de empreendedorismo local. “A Belo Sun promoverá a melhoria da qualidade de vida, através da construção de um novo Núcleo Urbano para os moradores da Vila Ressaca, Galo e Ouro Verde, dotado de infraestrutura e serviços básicos, hoje inexistentes na região”.

Outro ponto que ele destaca é a arrecadação de impostos que “deve superar R$ 500 milhões em 11 anos”. Diniz acredita que nas duas audiências públicas (em setembro de 2012 e janeiro de 2013), “a Belo Sun teve a chance de apresentar o projeto, esclarecer dúvidas e ouvir as ponderações da sociedade local”.

Sobre riscos relacionados ao uso de produtos químicos como o cianeto (usado na separação do ouro das outras substâncias não aproveitáveis e presentes no minério), Diniz ressaltou que esse elemento químico ainda é indispensável na atividade mineradora e que a Belo Sun é signatária do Código Internacional de Gerenciamento de Cianeto. Isso significa que a empresa será auditada regularmente para monitoramento de instalações físicas, uso de equipamentos de segurança, treinamento dos profissionais contratados e prestadores de serviço, além de outras atividades como controle da aquisição, transporte, manuseio e operação do cianeto.
Funcionários separam e ensacam os fragmentos de solo.
Ele descartou também a possibilidade de que vazamentos de rejeito possam contaminar o meio ambiente. Segundo conta, os rejeitos serão tratados ainda na planta metalúrgica, antes de chegarem à barragem onde se acumularão. Lá, continuarão sob monitoramento. “Acidentes com barragens ocorridos no passado foram motivos de aprendizado e de evolução das normas de engenharia, construção e operação”, afirmou .

Quanto ao manuseio de explosivos durante as operações, Diniz informou que a Belo Sun segue a Norma Regulamentadora (NR) 19 do Ministério do Trabalho, que trata da segurança no armazenamento, transporte e utilização desses artefatos, autorizados pelo Exército Brasileiro. “Nem toda a extração necessitará da utilização de explosivos”, concluiu.

Por Elizabeth Oliveira com fotos de Victor Moriyama do Site O Eco

CENTENAS DE ARMAS SÃO APREENDIDAS EM ÁREAS DE CAÇA ILEGAL, EM TUCURUÍ

Armas foram apreendidas na quinta, 10, durante operação do Ibama. Material será encaminhado para o Exército Brasileiro.

Centenas de armas foram apreendidas na quinta-feira (10), durante uma operação do Ibama, em Tucuruí.

Segundo as investigações, a maioria das armas é de fabricação artesanal. O armamento foi encontrado em áreas de caça ilegal e pesca predatória no lago de Tucuruí.

As armas vão ser encaminhadas para o exército brasileiro que fará a destruição do material.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

ASSASSINO DE DOROTHY STANG É DETIDO EM ATITUDE SUSPEITA EM BELÉM

Durante uma operação de verificação de denúncias feitas pelo Disque-Denúncia 181, da Polícia Civil, uma equipe de policiais civis da Seccional Cremação encontrou, na manhã de ontem, em atitudes suspeitas no bairro da Condor, o pistoleiro Rayfran Sales, que foi condenado a 27 anos de reclusão por ter sido o executor da missionária norte-americana Dorothy Stang, morta a tiros em 12 de fevereiro de 2005, na zona rural do município de Anapu. 

Rayfran estava encostado em um muro, com chaves de um automóvel nas mãos, quando os policiais passaram, por volta das 10h30, rumo a um endereço onde havia denúncia de tráfico de drogas. 

Um dos investigadores achou o suspeito parecido com o pistoleiro e comentou o fato com o delegado Aldo Botelho, que comandava a operação. O delegado mandou que fosse feita a abordagem. Na abordagem, os policiais concluíram de que se tratava mesmo do pistoleiro, assassino da freira. Ele foi revistado e estava desarmado. 

De imediato, Rayfran foi conduzido à presença de Botelho, para explicar o que estava fazendo em local de risco, pois parecia que estava espreitando alguma coisa. 

Foi quando o delegado indagou sobre as chaves de carro em suas mãos. Rayfran apontou para um automóvel novo e disse que era seu, que o adquirira há oito dias. Disse também que estava esperando um amigo naquele local. 

Os policiais fizeram uma ampla revista no carro, atrás de algo ilícito, mas não obtiveram êxito. 

Encontraram uma bolsa de mulher, que seria de uma parenta dele, e apenas algumas faixas na mala do veículo, que, segundo ele, eram alusivas às manifestações do dia em que o fazendeiro Bida foi julgado, no mês passado. 

O delegado Aldo, acompanhado por equipes de reportagem de emissoras de TV, foi logo crivado de perguntas, assim como Rayfran, sobre como um homem condenado, aparentemente sem recursos, poderia estar usando um carro recém-comprado. Rayfran não quis se manifestar. Disse que nada tinha a declarar e que estava telefonando para seu advogado. 

Diante dos fatos, o delegado Aldo determinou que Rayfran fosse levado para a seccional e sua situação fosse examinada, inclusive o porquê de estar em liberdade.

Na seccional, compareceu uma senhora que se disse cunhada do condenado e que apresentou documentos de que o carro era seu e recém-adquirido de um corretor. Depois, compareceu um advogado, levando a conhecimento de Botelho a situação judicial de Rayfran. 

Decorridos oito anos de sua prisão, ele está em prisão domiciliar por ordem judicial e possui horários determinados para sair às ruas. Mensalmente tem que comparecer no Fórum da capital para assinar presença na cidade de Belém. 

Segundo o delegado, ao ser abordado, Rayfran blefou ao afirmar que o carro era seu. 

Diante dos fatos esclarecedores, Botelho decidiu liberar Rayfran, o que ocorreu no começo da tarde de ontem. 

(Diário do Pará)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

HOMENS MANTIDOS REFÉNS EM ALDEIA INDÍGENA EM ALTAMIRA SÃO LIBERADOS

Homens foram flagrados em reserva indígena
e foram mantidos reféns pela tribo
Oito homens estavam impedidos de sair da aldeia há 4 dias. Índios alegam que grupo invadiu reserva e pedem punição.

Oito homens foram liberados após quatro dias mantidos reféns por índios assurini, em uma aldeia próxima a Altamira, Eles foram liberados depois de uma negociação entre índios, Funai e Polícia Federal, e chegaram nesta quarta-feira (9) à cidade de Altamira.

O grupo foi levado para a Polícia Federal onde devem prestar depoimento. Os índios pedem a punição deles, e alegam que os homens teriam invadido a reserva indígena aldeia Koatinemo, povoada pelos índios Assuriní que vivem na zona rural do município.

De acordo com os policiais, há suspeita de que o grupo estaria envolvido em grilagem de terras.

Do G1 Pará

MOTO BATE CONTRA MICROÔNIBUS E TRÊS PESSOAS MORREM NA TRANSAMAZÔNICA

As três vítimas estavam na moto que colidiu contra o microônibus. Segundo testemunhas, motoqueiro tentou desviar de buraco e bateu.

Três pessoas morreram nesta quarta-feira (9), em um acidente na Rodovia Transamazônica, no trecho entre Marabá e Itupiranga.

As vítimas viajavam numa motocicleta que bateu de frente num microônibus. Segundo testemunhas, o motociclista tentou desviar deste buraco quando houve a colisão. Os corpos foram levados para Insituto Médico Legal de Marabá.

DNIT E GESTÃO AMBIENTAL PRESENTES EM MOMENTO HISTÓRICO PARA A RODOVIA BR-230, A TRANSAMAZÔNICA

Na manhã desta quarta-feira, dia 09 de outubro, o monumento do marco zero da Transamazônica, às margens da rodovia BR-230, foi entregue à população de Altamira e região totalmente revitalizado. O DNIT, por meio da Gestão Ambiental, com suas equipes de comunicação social, supervisão e educação ambiental, se fizeram presentes no evento. Também estiveram presentes, várias autoridades municipais, estaduais e federais.
O batalhão militar de infantaria e selva do 51 BIS de Altamira, preparou o cerimonial com todas as honras devidas a importância do momento histórico. Durante o evento o prefeito do município de Altamira, Domingos Juvenil, entregou a Praça Presidente Médici em homenagem a todos aqueles que trabalharam no intuito de integrar essa região a todo o Território Nacional.
“Após tanto esforço e tanto tempo, vemos que o sonho de integrar a Amazônia ao Brasil não será em vão. As obras na rodovia transamazônica estão em execução e já proporcionam o desenvolvimento para nossa região. Por isso quero agradecer a presença do DNIT neste evento”, disse o prefeito Domingos Juvenil.

Renata Pantoja
PCS- Programa de Comunicação Social

ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL SE MOBILIZAM CONTRA LICENCIAMENTO DE MINERADORA NO XINGU

Instalações da empresa Belo Sun, na Volta Grande do Xingu
A pouco mais de 10 km da usina de Belo Monte, o maior projeto de mineração de ouro do Brasil, da empresa canadense Belo Sun, está prestes a receber licença ambiental

Mais de 40 organizações do Brasil, Canadá, Estados Unidos e Europa que atuam na defesa do meio ambiente e dos direitos humanos iniciaram uma campanha pública na internet, nesta semana, para arrecadar assinaturas contra o licenciamento do projeto da Belo Sun

As organizações também publicaram uma carta alertando para os riscos socioambientais e irregularidades do licenciamento. Um vídeo independente também circula na internet.

O chamado “Projeto Volta Grande” fica no Rio Xingu, em um trecho logo abaixo da barragem de Belo Monte. A Belo Sun pertence ao grupo canadense Forbes e Manhattan e aguarda a licença da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará (Sema-PA) para iniciar a obra.
Faixa comunica aos moradores da comunidade Ressaca que Estudos
de Impacto Ambiental já estão concluídos
O Instituto Socioambiental (ISA) assina a carta. Em janeiro, uma análise técnica do ISA foi enviada à Sema com um alerta sobre os impactos cumulativos de Belo Sun e Belo Monte, podendo gerar graves riscos socioambientais à região. 

O Ministério Público Federal identificou várias irregularidades no licenciamento e recomendou à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) em setembro de 2013 que não dê licença ao projeto.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

PARCERIA COM PREFEITURA OFERECE TRABALHO A 23 INTERNOS DA SUSIPE EM ALTAMIRA

A parceria firmada entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) e a Prefeitura de Altamira, na Região do Xingu, permitiu que a Secretaria de Vias e Obras do município (Seovi) contratasse 23 internos do Centro de Recuperação Regional de Altamira para trabalharem na fábrica de bloquetes. A saída dos internos da unidade penal para o trabalho na fábrica foi autorizada pelo juiz de Direito da 5ª Comarca de Altamira, Luiz Trindade Júnior. A fábrica, contratada pela Prefeitura, produz diariamente cerca de 3.700 bloquetes, utilizados na pavimentação de vias da cidade e em outras obras públicas.
Segundo o secretário Municipal de Obras, Pedro Barbosa, a utilização da mão de obra carcerária na fábrica é um benefício para a Prefeitura e para o próprio interno. “Altamira é uma cidade cercada de obras, e precisamos de mão de obra qualificada. Por isso optamos por esta parceria com o Centro de Recuperação, para utilizar esta mão de obra e oferecer uma oportunidade de ressocialização aos internos”, ressaltou o secretário.
O diretor do Centro de Recuperação Regional de Altamira, Paulo César Alves, disse que quando os detentos voltam do trabalho, o clima na unidade prisional é de tranquilidade. “Quando a Prefeitura cria essas oportunidades de trabalho para os detentos, o comportamento e a dedicação deles melhoram muito. Todos têm a esperança de uma nova vida ao saírem daqui, para que através do trabalho possam ajudar suas famílias”, declarou.
Paulo Alves explicou como funciona a rotina de trabalho. “Os internos que ganham o direito ao trabalho fora da casa penal cumprem pena em regime semi-aberto. Eles saem no carro da Prefeitura às 7 h, para chegar às 8 h na fábrica. No final do dia, por volta das 18 h, eles retornam para a unidade prisional. O trabalho é em tempo integral, de segunda à sexta-feira. Já aos sábados, eles trabalham em meio período”, informou. 
A contratação dos internos é feita por meio da unidade penal, que os seleciona entre aqueles que apresentam bom comportamento. É o caso de Márcio Ferreira, um dos contratados pela fábrica. "Quando eu fui selecionado para trabalhar fiquei muito satisfeito, pois vou poder me preparar para um futuro melhor. O aprendizado é muito grande e nos dá esperanças de continuar trabalhando, mesmo depois de sair do cárcere”, disse Márcio. 

Segundo ele, o trabalho ajudou a melhorar também a relação com os outros internos e a própria família. “Hoje, os internos sabem que o bom comportamento pode ajudar na escolha para trabalhar fora em grandes empresas, por isso todos estão mais dedicados, inclusive nos estudos e na disciplina. Minha família ficou muito feliz em ver que eu estou dedicado ao trabalho e disposto a seguir uma profissão”, ressaltou. 

Benefícios - Todos os internos que trabalham recebem um salário mínimo, auxílio transporte e alimentação, além do benefício de remição de pena, garantido pela Lei de Execução Penal. A cada três dias de trabalho, os internos têm um dia de pena remida. "Com a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a cidade de Altamira necessita de mão de obra, inclusive a carcerária. Além de oferecer qualificação profissional aos internos, dá a oportunidade também para a remissão de pena e para que eles pensem, através do trabalho, em um novo projeto de vida", enfatizou o juiz Luiz Trindade Júnior. 

Hoje, o Centro de Altamira mantém 99 internos trabalhando, em projetos realizados na cidade e em empreiteiras que atuam nas obras da Usina de Belo Monte. 

Atualmente, além da Prefeitura de Altamira, outras 23 empresas privadas possuem convênios com o Centro de Recuperação Regional, e ofertam vagas de trabalhos a detentos nas áreas de construção civil, produção industrial, urbanismo, pintura e limpeza, e outros segmentos.

DESEMPREGADO TENTA SUICÍDIO EM TORRE DE TUCURUÍ

Na manhã desta terça-feira (8), o desempregado Adriano Silva dos Santos, 20 anos, natural da cidade de Itapipoca no estado do Ceará, tentou se jogar de uma altura de 120 metros da torre de telefonia localizada na Rua Floriano Peixoto no bairro centro, em Tucuruí.

Segundo o Bombeiro Militar Marcelo que foi o primeiro a subir na torre, o jovem Adriano Silva, estava emotivamente desequilibrado, em função a ter chegado à cidade de Tucuruí há três dias, e não ter conseguido nenhum emprego, segundo o relato do rapaz, ele estava passando fome nestes dias e dormindo na rua, ninguém queria lhe ajudar, por isso a decisão de colocar um fim em seu sofrimento subindo na torre de onde se jogaria, para acabar com seu martírio.

Desde as 7 h da manhã, Adriano Silva já teria invadido a área murada da torre através de uma escada, ele pulou o muro e sem nenhum dificuldade subiu os 120 metros da torre até seu pico, mal sabia que o portão do local sempre ficou sem cadeado, não sendo necessário ter pulado o muro.

Foi por volta das 8 horas, os moradores vizinhos do local ouviram gritos e cânticos de música vindo do alto, sendo visto pela vizinha da casa ao lado, que acionou a PM que rapidamente chegou ao local juntamente com a equipe do Corpo de Bombeiros Militar, que, mas uma vez, fez um excelente trabalho, garantindo a eficácia da missão, de forma bastante profissional, os dois militares subiram ao topo da torre e acompanharam o provável suicida, foram quase duas horas de convencimento, e, as 11 h, após um descuido de Adriano Silva, que estava do lado de fora seguro no parapeito no topo da torre, ameaçando se jogar, virou de costas aos Bombeiros observando à movimentação na rua envolta a torre, que em uma ação imediata os “anjos de guarda”, seguraram o jovem e lhe tiraram do perigo, ao meio dia, o jovem desempregado Adriano Silva dos Santos foi retirado do local e levado para atendimento médico no Centro de Atendimento Psicossocial de Tucuruí (Caps). 

Ao final, a população de quase mil pessoas que estiveram acompanhando a ação integrada dos Polícias Militares e da equipe do Corpo de Bombeiros Militar aplaudiu pela atuação da corporação que salvou mais uma vida do perigo. 

Por Wellington Hugles, de Tucuruí

PROJETO CIDADANIA: PARCERIA ESTADO E MUNICÍPIO BENEFICIA MORADORES DE ANAPU NA CIDADE E ZONA RURAL


A Secretaria Municipal de Assistência Social de Anapu em Parceria com a Policia civil, Defensoria Pública, Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria de Justiça e Superintendência Regional do Trabalho realizou em Anapu nos dias 05 e 06 de Outubro, O Projeto Cidadania. A ação beneficiou os moradores da zona urbana e rural com expedição de carteira de identidade 1ª e 2ª Via, CPF, Carteira de Trabalho e foto 3x4 Grátis.

POLICIA FEDERAL ENVIA EQUIPE PARA RETIRAR INVASORES DE ALDEIA INDÍGENA EM ALTAMIRA

Menino asurini com sua mãe no Kuatinemu.
Eles teriam sido flagrados dentro do território indígena na última sexta, 4, Funai diz que índios irão liberar grupo após chegada da Policia Federal 

As polícias Federal e Militar de Altamira, enviaram nesta terça-feira (8) uma equipe para a aldeia Kuatinemu,  povoada pelos índios Assuriní que vivem na zona rural do município. 

Segundo informações preliminares da PF, os índios teriam flagrado oito pessoas dentro das terras da tribo na última sexta-feira (4).

De acordo com os policiais, as oito pessoas permanecem na tribo, mas ainda não é possível afirmar se eles são reféns dos índios. Há suspeita de que o grupo estaria envolvido em grilagem de terras.

O G1 entrou em contato com a Funai, que disse que os índios aguardam a chegada da Polícia Federal para liberar as pessoas.

G1 

VITÓRIA DO XINGU REALIZA ENCONTRO REGIONAL DA PASTORAL CRIANÇA

A Prelazia do Xingu realizou na quinta-feira 03/10, em Vitória do Xingu, o primeiro Encontro Regional de lideranças da Pastoral da Criança da região Transamazônica e Xingu, o encontro contou com a presença da Irmã Vera Lúcia Coordenadora Nacional da Pastoral da Criança, da Irmã Veneranda Coordenadora da Pastoral da Criança no Estado do Pará, das Irmãs Maria Helena e Iris de Vitória do Xingu e de várias lideranças de municípios da região, como Gurupá, Porto de Moz, Altamira, Anapu, Medicilândia, Senador José Porfírio, Brasil Novo e Uruará,o encontro de grande importância para as lideranças da região, promoveu aos participantes principalmente a troca de experiências e o intercâmbio das informações e atualização sobre a Pastoral da Criança em todo o país.

A Pastoral da Criança é um organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, vinculada à Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, que tem como objetivo a promoção do desenvolvimento integral de crianças entre 0 e seis anos de idade em seu ambiente familiar e em sua comunidade. A sua atuação tem caráter ecumênico, atendendo pessoas de todos os credos e etnias.

As tarefas desenvolvidas pela Pastoral têm como objetivo atender às crianças carentes desde o momento da gestação até os seis anos de idade, zelando por uma existência qualitativa e pelo progresso pessoal de cada uma. As famílias também são assistidas em suas necessidades, na melhoria de suas condições, na compreensão de seus direitos e obrigações, na erradicação da violência dentro do lar. Os voluntários da pastoral da criança, membros da própria comunidade, acompanham as famílias assistidas. Procuram orientar sobre seus direitos e deveres, buscando uma melhor qualidade de vida.

Em relação às gestantes, desenvolvem o acompanhamento do desenvolvimento do bebê a cada trimestre da gravidez, identificando possíveis situações de risco à gestação. Consciencializam a gestante, preparando-a para o parto e os cuidados pós-parto, informando sobre o aleitamento materno, vacinação e outros cuidados para o desenvolvimento da criança, além de fornecer apoio psicológico.

O acompanhamento das crianças se dá através de visita periódica durante as quais trabalha-se a consciencialização da família sobre seus direitos e deveres, sobre o desenvolvimento infantil, do apoio ao aleitamento materno, de orientações sobre higiene e saúde, vacinação, acompanhamento nutricional, prevenção e tratamento da diarreia e de infecções respiratórias e identifica-se sinais de risco para a saúde.

Ações complementares são desenvolvidas no sentido de melhorar as condições das famílias, como estímulo à alfabetização e escolarização dos adultos e ações de geração de renda. Além disto, busca-se o controle social das políticas públicas, atuando junto aos Conselhos Nacional, Estaduais e Municipais de Saúde, Direitos da Criança e do Adolescente, segurança alimentar, entre outros.

CASOS DE MALÁRIA CAEM 80% NA REGIÃO DE BELO MONTE

Profissionais da Saúde apresentam balanço do projeto que eliminou as internações em seis municípios

A Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, e a Secretaria Estadual de Saúde do Pará (Sespa) apresentam nesta quarta-feira (09/10) um balanço da situação da malária na região de Belo Monte. Cinco municípios da área de influência direta da Usina, além de Pacajá, tiveram os casos da doença reduzidos em 80%. Há pelo menos cinco meses não foram registradas internações e nos últimos dois anos não ocorreram mortes por malária nos municípios que integram o projeto.

Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu e Pacajá são beneficiados pelo plano e contam com aporte de R$ 36 milhões da Norte Energia em seis anos.O Plano de Ação para o Controle da Malária (PACM) foi elaborado e proposto pela Norte Energia em parceria com os gestores dos governos municipais, estadual e federal. A redução dos casos aconteceu entre janeiro e setembro de 2013, comparado ao mesmo período de 2011, ano de implantação do PACM.

O monitoramento das ações do PACM é feito continuamente e as avaliações acontecem a cada três meses. A apresentação dos dados contará com a presença de representantes da Norte Energia.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

AGRICULTORES DE BRASIL NOVO PASSAM A INVESTIR NA PISCICULTURA

Agricultores familiares da comunidade Vicinal 9, zona rural de Brasil Novo, estão diversificando o sistema produtivo com a piscicultura. A criação de tambaqui e tabatinga será mais uma atividade para garantir a segurança alimentar e ao mesmo tempo possibilitar uma nova fonte de renda familiar. A produção terá assistência da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater).

A introdução da piscicultura no município está garantindo aos agricultores que diversifiquem a produção diante das mudanças econômicas e sociais pelas quais passa a região, em especial com a instalação da hidrelética de Belo Monte. “A associação nos enviou um convite para que a Emater oriente esses agricultores familiares que desejam começar a trabalhar com a piscicultura”, disse a técnica da Emater Simone Silva.

Neste domingo (6), a Emater oferece palestra para 30 pessoas da comunidade, sobre a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR), entre outros temas. “Uma das vantagens da piscicultura é que não há necessidade de desmatamento da área, mas é necessário preservar nascentes e a mata ciliar, assim como construir viveiros e fazer o manejo alimentar. Vamos abordar tudo isso na palestra na associação”, explica a técnica.

Hoje, a maior parte da comunidade da Vicinal 9 vive da mandiocultura e da pecuária mista. Segundo a Emater, além da garantia de segurança alimentar, a produção excedente da piscicultura pode aumentar em pelo menos 20% a renda familiar. Do momento de implantação até a produção de peixes, há um período entre dez a doze meses.

ACIDENTES DE TRÂNSITO E HOMICÍDIOS MARCAM FIM DE SEMANA EM ALTAMIRA

Um ex-presidiário foi preso pela Polícia Militar após ser encontrado com entorpecentes, o acusado chegou a tentar fugir da polícia pulando da viatura, mas após o tombo, acabou sendo capturado novamente.

No sábado, um jovem acabou morto após ser alvejado por três tiros no bairro Sudam 1. A polícia acredita que o crime se trata de acerto de contas. O adolescente assassinado era velho conhecido das autoridades policiais e sempre se envolvia em atos infracionais.

Um homem foi encontrado morto dentro de uma residência no bairro conhecido como Parque Ipê. A polícia acredita que o homem foi assassinado, o principal suspeito é um menor.

Foi registrado um acidente entre uma moto e um carro na BR-230, rodovia Transamazônica. Uma pessoa acabou morrendo, segundo testemunhas a motocicleta saia de uma borracharia, quando acabou sendo atingida por um carro que seguia pela Transamazônica. O acidente aconteceu próximo ao quilômetro 30, trecho entre Altamira e Marabá.

Outro acidente foi registrado entre uma motocicleta e uma caçamba, dessa vez em uma rua do bairro Brasília na cidade de Altamira. O mototaxista que estava na moto sofreu ferimentos leves.

O Xingu