segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ALTAMIRA COMPLETA 100 ANOS, DE OLHO DO FUTURO


Neste domingo (06), Altamira completou 100 anos. O maior município brasileiro em extensão territorial teve, em 2011, seu desenvolvimento alavancado após a Licença de Instalação da UHE Belo Monte. São empresas que chegam à cidade trazendo novas oportunidades de emprego e projetos que vão contribuir para maior qualidade de vida e de renda para a população altamirense.

A cidade tem, hoje, aproximadamente 105 mil habitantes, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) de 2010. Quando perguntados sobre qual seria a mudança mais importante em Altamira, crianças e adultos têm a mesma opinião. Eles esperam que o município se torne mais bonito, com mais acesso da população de menor renda à educação e à saúde. A professora baiana Alzira Vargens Mendes da Costa, 60 anos, está em Altamira há 32 anos e acredita no avanço da cidade. “O progresso está vindo rápidamente, principalmente nestes últimos dez anos. Acredito que a educação ficará melhor, teremos outras universidades e oferta de novos cursos” afirma.

Os jovens são os principais beneficiados pela melhora do sistema educacional na região e têm consciência disso. “Eu espero que Altamira tenha mais faculdades, pois não quero sair daqui para estudar. Eu quero mais oportunidades de emprego e que o desenvolvimento chegue à região”, diz a estudante paulista Ariane Nicareta Amorim, de 16 anos.

A preocupação da aposentada amazonense Evani Fontineli da Silva, 66 anos, vai além. Ela acredita que deva haver, também, maior assistência às crianças carentes. “Eu espero que Altamira seja ótima, que tenha mais escolas, programas que incluam os jovens e que tenha um espaço para crianças carentes”, conclui.

A recepcionista Sonia Moura dos Santos, de 34 anos, natural de Altamira, sabe que o futuro do município também é o seu futuro. “Serão os melhores anos da minha vida. A cidade está em fase de crescimento e eu espero que depois da Hidrelétrica ela possa continuar crescendo”. Já a empresária goiana Benedita Inácio Nogueira de Moraes, de 45 anos, diz sua maior é poder continuar sentindo orgulho de sua terra. “Quero que o município tenha uma excelente qualidade de vida, mais segurança e oportunidades para as próximas gerações, e que em 2111 os habitantes tenham orgulho de todos que hoje fazem parte desta história”, deseja Benedita.

DIA DE CAMPO MOSTRA VIABILIDADE DO URUCUM PARA AGRICULTORES DE URUARÁ


Sessenta produtores de Uruará, participam nesta sexta-feira, 4, de um Dia de Campo sobre o urucum - substância extraída dos frutos do urucuzeiro, da qual se fazem corantes, produtos para a pele, tintas, etc. O evento, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em parceria com a prefeitura local, acontece na propriedade do agricultor Antônio Brandico, localizada no Km 175 da rodovia Transamazônica. Os 100 hectares da área consorciam pecuária de corte e de leite, cacau e, mais recentemente, urucum.

“Os agricultores da região há um tempo vêm querendo diversificar sua produção, e o urucum se apresentou como uma ótima alternativa, porque o plantio é adequado aos nossos solo e clima e existe um potencial imenso de mercado, inclusive industrial”, diz o técnico em agropecuária Gilson Barboza, chefe do escritório local da Emater. 
O Dia de Campo objetiva demonstrar o comportamento da planta quando sob as recomendações técnicas da Emater (espaçamento, adubação etc.) e a viabilidade do empreendimento. Representantes de bancos também estarão presentes no encontro. A idéia é que, a partir de 2012, o cultivo passe a ser financiado pelo Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Desde janeiro deste ano, incentivadas pela Emater, cem famílias se iniciaram na atividade. A primeira colheita, prevista para no mínimo três meses, está estimada em cinco toneladas. As principais destinações do urucum são como corante culinário, uma tradição forte na Amazônia, e como matéria prima de fabricação de tintas.
Aline Miranda - Ascom/Emater

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

TRABALHADORES RURAIS DENUNCIAM OMISSÃO DO INCRA EM GRILAGEM DE TERRA EM ANAPU

Organizações de defesa dos trabalhadores rurais do Pará denunciaram à Ouvidoria Agrária Nacional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, a omissão de órgãos do governo federal no município de Anapu, sudoeste do Pará. Em carta enviada à ouvidoria, as entidades pedem ações mais enérgicas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na resolução de conflitos agrários na região.

De acordo com as organizações, o Incra não cumpriu o acordo assinado em janeiro, durante a caravana da Campanha contra Violência no Campo, no qual se comprometeu a agilizar a vistoria das terras griladas e envolvidas em conflitos. As lideranças do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, a Comissão Pastoral da Terra e a congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur querem que os lotes 68,71 e 73 da Gleba Bacajá, em Anapu, sejam apropriados por pequenos produtores.

A representante da congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur, irmã Jane Dweyer, disse à Agência Brasil que o assentamento de cerca de 80 famílias depende dessa vistoria do Incra. No entanto, os lotes 71 e 73 estão sub judice, ou seja, a liberação ainda depende de um parecer judicial. “Em janeiro, o ouvidor agrário nacional, solicitou ao Incra que encaminhasse o processo para assegurar o povo naqueles lotes. Dois deles ainda estão sub judice. Desde o tempo da ditadura militar isso nunca se ajeitou e agora está bem devagar”, disse.

Além da falta de assistência do Estado, os pequenos produtores também sofrem ameaças de madeireiros e grileiros. Segundo irmã Jane, há um grileiro na região que invade muitos lotes de mata virgem e de terras produtivas, incluindo os que estão sub judice. A representante da congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur disse ainda que a segurança das terras desse fazendeiro é feita por funcionários armados e que muitos produtores rurais da região estão ameaçados de morte.

Dados da Ouvidoria Agrária Nacional apontam que, entre 2001 e 2010, 58 pessoas foram assassinadas no Pará em confrontos por terra e 62 casos estão sob investigação no estado. Apenas este ano, pelo menos sete trabalhadores rurais foram mortos. “Está pior do que nunca, tem muita gente morrendo. As pessoas não conseguem fazer o que precisam para sobreviver, pois não tem proteção”, disse irmã Jane.

O Incra informou, por meio de sua assessoria, que Anapu é uma região com muitos conflitos, mas tem tomado precauções com o Ministério Público, a Polícia Federal e a Força Nacional para dar prosseguimento às ações normais do órgão. A Agência Brasil procurou a Ouvidoria Agrária Nacional, mas não obteve resposta.
Agência Brasil

ALTAMIRA É UM DOS CINCO MUNICÍPIOS QUE MAIS GERAM EMPREGOS NO PARÁ


A dois dias de completar 100 anos, o município de Altamira, no sudoeste paraense, tem muito que comemorar. De acordo com um estudo do Dieese no Pará (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), divulgado nesta sexta-feira (4), em um ano, o número de empregos formais deu um grande salto. Enquanto que de janeiro a setembro de 2010, o crescimento foi de apenas 8,69%, no mesmo período deste ano, o crescimento foi 50,86%. O resultado deixa Altamira entre os cinco municípios paraenses que mais geram empregos com carteira assinada.

A análise, realizada com base em dados oficiais do Ministério do Trabalho, mostrou ainda que apenas no mês de setembro, o número de empregos formais na cidade foi de 12,86%, com a geração de 1.220 novos postos de trabalho. Neste período, a maioria dos setores econômicos do município apresentou saldos positivos de empregos formais. O setor que apresentou o melhor desempenho na geração de empregos foi o da construção civil, com saldo positivo de 1.117 postos de trabalho. Na outra ponta, o setor da indústria de transformação foi quem apresentou maior perda de empregos formais, com saldo negativo de 18 postos de trabalho.
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 Nos últimos 12 meses, Altamira mostrou um crescimento na geração de empregos formais de 51,05%. No período, foram feitas 7.632 admissões contra 4.001 desligamentos, gerando um saldo positivo de 3.631 postos de trabalho. O setor da construção civil foi que apresentou o melhor desempenho na geração de empregos formais, com saldo positivo de 2.996 postos de trabalho.

INVESTIGAÇÕES RESULTAM EM SEQUESTRO DE BENS E VALORES DE TRAFICANTE DE TUCURUI

Locais dos bens em Tucuruí
Investigações realizadas pela equipe do NCCLD (Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro), da Polícia Civil, resultaram no sequestro de bens e valores de um traficante de drogas preso em agosto deste ano, durante a operação “Lago Sob Névoa”, em Tucuruí, sudeste do Pará. Denominada de operação “Gotham City”, a investigação policial partiu do crime de tráfico de drogas para apurar o cometimento de lavagem de dinheiro por parte de João Cícero de Alencar, 54 anos, conhecido por “João Banana”, considerado o líder da organização criminosa. Na ocasião, 17 pessoas foram presas em Tucuruí em cumprimento a mandado de prisão judicial acusadas de envolvimento em um esquema de venda de drogas na região. Cerca de R$ 2 milhões em cheques foram apreendidos em poder de Alencar. O acusado permanece cautelarmente preso desde agosto.

Fachada de imóvel do preso
De acordo com as investigações, em pouco mais de dez anos, “João Banana” reuniu um considerável patrimônio. Investigado pelo crime de lavagem de dinheiro, ele construiu uma verdadeira instituição financeira paralela (agiotagem) em Tucuruí fazendo empréstimos de grandes quantias em dinheiro a pessoas da região. As investigações realizadas pela equipe do NCCLD resultaram na representação pelo sequestro dos bens do acusado. A representação teve deferido pedido pelo Poder Judiciário Estadual que determinou o bloqueio de dezesseis contas correntes perfazendo a quantia de R$ 58 mil, o sequestro de 24 bens imóveis e de cinco veículos automotores.

O patrimônio de “João Banana” ficará à disposição da Justiça. O preso terá de comprovar a origem dos valores. Não comprovada a licitude dos bens, tudo será sequestrado e terá destinação ao Poder Público. A operação “Gotham City”, do NCCLD, resultou da intensificação do trabalho de investigação policial fundamentada em elementos informativos de prova coletados com inteligência financeira, seguindo as modernas técnicas de investigação utilizadas pelas mais eficientes instituições policiais do mundo.
PC/PA

POPULAÇÃO DE SENADOR JOSÉ PORFÍRIO PROTESTA CONTA A REDE CELPA


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A população da cidade de Senador José Porfírio, cansou com o descaso da Rede Celpa. São tantos dias de falta de energia que não dá para contar conferir.

Por esse motivo os funcionários da EMEF Cattete Pinheiro, elaboraram o Projeto: Energia elétrica de Qualidade.

A direção da Escola convidou todas as outras escolas para darem apoio a manifestação, o apoio foi total das escolas e comerciantes locais. A população revoltada com a situação também apoiou a escola, e saíram em uma grande passeata pelas ruas de Senador José Porfírio.

As constantes faltas de energia, ocasionadas por desligamentos bruscos tem danificados diversos aparelhos eletrodomésticos, sem falar das noites que o povo fica sem luz elétrica.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBvqeyoTtdz1EmRHvHhaCA1AqIH5WWqAXITrvTZ2A4quZUstk8l7d3ftIpcV09hjMAy6DGRQbaNVSFzl0QBMnJQthFT34EAnsyxHY18dQuBDzPXN8Dfz-3sIbjuGk8WxBmAfHjyeucSHQ/s1600/Passeata+2.JPGAté quando essa situação vai continuar alguém tem que tomar providências. Estamos sendo protagonistas e vítimas de um dos maiores empreendimento hidrelétrico que é a Construção da Usina hidrelétrica Belo Monte, mesmo assim, somos beneficiados com pouca coisa, seria a vez do povo lutar para que o linhão chegasse até a cidade de Senador José Porfírio, pois o que liga a energia é um grande gato, com postes de madeira e que quando chove a luz apaga. Não esquecendo que as queimadas também ocasionam a derrubada dos postes fazendo com que falte energia. Uma das soluções imediatas seria a troca dos postes de madeira, por postes de cimento.

Esta já é a 2ª vez que o povo reivindica uma melhoria no sistema de energia elétrica do município. Na primeira vez o povo quase quebrou o prédio da Rede Celpa, desta vez a passeata foi bastante passiva, sem violência, mas, não sabemos como o povo vai se comportar daqui em diante. A passeata teve apoio dos professores e alunos da cidade, bem como os pais dos alunos também estavam presentes.
http://luizsalespena.blogspot.com/
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CONSÓRCIO DE BELO MONTE DIZ QUE DECISÃO JUDICIAL NÃO PREJUDICA CRONOGRAMA DA OBRA

O diretor-presidente da Norte Energia, empresa responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, Carlos Nascimento, acredita que a decisão judicial que impede obras no Rio Xingu não vai atrasar o cronograma de construção da usina, prevista para entrar em operação em 2015. “Estamos dentro do cronograma, essas são dificuldades inerentes a um projeto dessa magnitude. A liminar diz que não podemos fazer obras no leito do rio, mas temos muitas obras que são feitas no seco”, explicou.

Nascimento disse que a empesa já recorreu da decisão da 9ª Vara Federal no Pará, que proibiu a empresa de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu. O executivo participou hoje (3) de uma reunião no Ministério do Planejamento para tratar do andamento da obra. Segundo Nascimento, o contrato de financiamento de R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a obra deve ser liberado até dezembro.

Também participaram da reunião os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; do Planejamento, Miriam Belchior; e os presidentes da Eletrobras, José Carvalho da Costa Neto; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl; e da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira.

Neste momento, os ministros estão reunidos para fazer uma avaliação das obras de geração de energia que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O governo apresentará o balanço trimestral do PAC no dia 17 de novembro.

MINISTRO ANUNCIA IMPLANTAÇÃO DE 85 ACADEMIAS DA SAÚDE NO PARÁ

Municípios da Transamazônica foram contemplados entres eles Anapu, Altamira e Pacajá

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou os municípios que serão contemplados pelo Programa Academia da Saúde, que estimulam a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Em todo o Brasil, foram selecionados 2 mil pólos que serão instalados em 1.828 municípios. Para o Pará, serão destinadas 85 unidades, em 76 municípios. 08 municípios da Transamazônica foram contemplados entres eles Anapu, Altamira e Pacajá. O anúncio foi realizado durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi)

“As Academias da Saúde são mais do que espaços públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às práticas corporais pela maioria da população, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das pessoas”, ressalta o ministro. Padilha observa que a construção desses espaços é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) medidas previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT. Lançado em agosto, tem como meta a redução de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças. O objetivo é alcançar melhorias em indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, &ag rave; alimentação inadequada e obesidade.

LA NIÑA ANTECIPA O INVERNO NO PARÁ

Meteorologia diz que volume de precipitações será maior que o comum

Novembro terá chuvas acima do normal, marcando o início do inverno no Pará, segundo o Instituto de Meteorologia (Inmet). O sul do Pará já vive intenso período de chuvas. A antecipação das chuvas, que chegam entre a segunda quinzena de dezembro e janeiro, acontecerá este mês por causa do fenômeno La Niña, o oposto do El Niño, motivado por um resfriamento anormal do oceano Pacífico. 'As temperaturas na costa da Austrália já evidenciam este resfriamento, por isso existe a possibilidade do La Niña adiantar o nosso período de chuvas. Mas ainda não está confirmado', explicou o coordenador do 2º Distrito de Meteorologia do Inmet em Belém, José Raimundo Abreu.

As chuvas em outubro ficaram acima da média para o período. 'Outubro e novembro são os mais secos do verão paraense. Com certeza, a quantidade de chuvas este mês ultrapassou a média, que é de cerca de 100 milímetros', informou José Raimundo, e novembro não será diferente. São esperados cerca de 130 mm de chuvas em Belém. 'Essa primeira semana de novembro, a partir do feriado, será marcada por uma maior frequência de pancadas de chuva. Não teremos predominância de céu nublado, mas o clima não será o normal do período'.

Enquanto Belém ainda aguarda confirmação das suas alterações climáticas, o sul do Pará já vive um período de chuvas fortes. 'Registramos cerca de 100 mm de chuva em um intervalo de 12 horas em Parauapebas. Esse volume é alto, quase equivale a um mês inteiro em Belém', informou o coordenador. Novembro deverá trazer ainda mais chuvas para o interior do estado. Nos municípios de Tucuruí, Parauapebas, Itaituba a previsão é de muita chuva. 'Na região próxima a Marabá as chuvas terão menor intensidade, porém, mais ao sul do estado a previsão é de chuvas intensas'. Devido às mudanças de pressão atmosférica causadas pelo fenômeno La Niña, ventanias como a que atingiu os bairros do Marex e CDP na tarde de domingo, 30, poderão acontecer no Estado.

FUNDAÇÃO CURRO VELHO LEVA TÉCNICAS CIRCENSES PARA ALTAMIRA


No período de 3 a 06 de novembro (quinta-feira a domingo) o governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Promoção Social e Fundação Curro Velho, promoverá uma oficina de técnicas circenses no município de Altamira (na Região do Xingu), destinada a crianças e jovens, e ministrada na Escola Polivalente.

Segundo o artista circense Rodrigo Barros, que trabalha há 10 anos com atividades ligadas ao circo, a oficina é composta de brincadeiras e jogos, como a prática de malabarismo, perna de pau e tecido aéreo (acrobacia no tecido), além da acrobacia de solo. Rodrigo afirma que a “prática circense, além de ser artística, desenvolve o intelecto, a coordenação motora e a saúde corporal”.

Crianças com idade a partir de 7 anos, acompanhadas dos responsáveis, poderão participar da oficina. “A expectativa é sempre muito boa, porque as pessoas vêm o circo de forma mágica e difícil de ter contato. Vemos que em outras regiões não há escolas de circo, mas por elas passam muitos circos e a juventude tem curiosidade. A nossa perspectiva não é formar artistas, mas deixar, por exemplo, crianças praticando malabarismo, que é uma atividade que desenvolve a coordenação motora, a visão periférica e a percepção, ou seja, é uma prática saudável”, ressalta Rodrigo Barros.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

FUNAI EXONERA LIDER INDÍGENA KAYAPÓ QUE SE OPÕE A BELO MONTE

Megaron é demitido após 26 anos na Funai. Foto Xingu Vivo
Megaron Txucarramãe ou, Mekaron-ti, como se escreve na sua língua, ou "espírito forte", "espírito grande", segundo possíveis traduções para o português, um dos maiores lideres indígenas do Brasil, guerreiro kayapó que é sobrinho do famoso cacique Raoni, foi exonerado do cargo que ocupava na Funai.

A notícia, que tem se espalhado pelas redes sociais, tem provocado revoltas. Principalmente, por ter o aspecto e indícios de retaliação do governo em razão das posições políticas assumidas por Megaron, que é contra Belo Monte e outras barragens que afetam povos indígenas.

Ao se analisar a trajetória de Megaron, é compreensível a incompreensão deste ato da Funai por aqueles que defendem os índios. A atitude do governo tem sido considerado arbitrária para antropólogos. Megaron sempre foi visto como um importante interlocutor com os povos indígenas, várias vezes cotado para assumir a presidência da Funai. Sem ele no órgão, o temor é que a relação conflituosa entre povos indígenas e governo se torne ainda pior.

Revoltados, os kayapó ocuparam a sede da Funai em Colíder. Fizeram danças de guerra, expressando revoltas e indignação.

Megaron disse"Essa decisão foi uma surpresa. Ninguém me informou. Ninguém chegou até mim e para falar o que eu fiz de errado, por que fui exonerado. Simplesmente publicaram a portaria com minha exoneração."
Raoni
Raoni, traduzido por uma jovem kayapó, falou: "Não gostei dessa decisão que o presidente tomou. Vou mandar uma carta para o ministro e se o ministro não atender, nós vamos para Brasília. Vou juntar meu povo, e vamos para Brasília protestar."

Sobre a exoneração, Marina Villas Bôas, viúva de Orlando e que viu Megaron crescer, afirmou: "Acompanhei o Orlando instruindo as atuais lideranças do Xingu. Megaron era uma delas. E não faz sentido, depois de anos em que ele defende os índios, ser afastado da Funai, o órgão que deveria defender os índios".

Noel Villas Bôas, filho de Orlando, foi ainda mais crítico: "Lamentavelmente, o senhor Márcio Meira demonstra total incapacidade para ocupar o cargo de presidente da Funai. Consegue, em pouco tempo, destruir o que demorou 100 anos para ser consolidado na política indigenista."

A Funai não se manifestou sobre a exoneração.

POR CAUSA DE BELO MONTE, OBRAS NA TRANSAMAZÔNICA AVANÇAM RÁPIDO



A pavimentação da Rodovia Transamazônica (BR-230) está avançando de forma mais rápida este ano, por causa do início da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Os trabalhos no trecho entre a cidade de Altamira e a travessia do Rio Xingu estão acelerados e, nos próximos dias, o asfalto deve passar em frente ao canteiro de obras da hidrelétrica, há 50 quilômetros de Altamira, mas faltarão cerca de cinco quilômetros para que o trecho até a travessia seja concluído ainda este ano.

A empresa responsável pelo trecho, a Torc, já concluiu este ano 22 quilômetros de asfalto novo, e deve avançar até o final de dezembro por mais dez quilômetros. Além disso, a expectativa é que um trecho de cinco quilômetros para chegar na travessia do Xingu fique pronto para receber os trabalhos no começo do próximo verão. Além do asfalto novo, a empresa fez um recapeamento no antigo, para resistir ao aumento do tráfego por causa das obras de Belo Monte.

O Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (FORT Xingu), avalia que é importante a pavimentação entre a cidade de Altamira e as obras da usina. "A empresa está de parabéns, pois conseguiu imprimir um ritmo acelerado às obras e vai deixar o trecho até a travessia do Xingu praticamente pronto", comemora Vilmar Soares, coordenador geral do Fort Xingu.

Vilmar lamenta que nos outros trechos as obras não avançaram no mesmo ritmo. "De Altamira a Medicilândia a empresa contratada não fez nenhum metro de asfalto, o que é muito preocupante, pois este trecho tem todas as licenças ambientais e não haveria motivo para o atraso", lamenta Vilmar, acrescentando que a expectativa era de que os 90 quilômetros que separa as duas cidades estivessem completamente pavimentados até o final deste ano.

O trecho depois da travessia do Xingu até a cidade de Anapú também não recebeu obras, nem o que separa as cidades de Anapú e Pacajá. O Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) pretendia asfaltar este ano mais de 150 quilômetros da rodovia entre Altamira e Marabá, mas menos de 50 quilômetros serão efetivamente concluídos. Para Vilmar Soares, é preocupante que haja um avanço significativo apenas na parte da estrada que será mais utilizada na construção de Belo Monte. "Não podemos aceitar que se asfalte somente o trecho que interessa à construção da hidrelétrica, e que o restante da estrada continue como está. Queremos agilidade em todos os trechos e o asfaltamento completo da rodovia, pois esta é uma dívida do Brasil com esta região", finaliza Vilmar Soares, do FORT Xingu.

FAB RESGATA PILOTO QUE CAIU COM MONOMOTOR EM SANTARÉM


A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou nesta terça-feira que realizou uma operação de resgate ontem a um monomotor que fez um pouso forçado em Santarém (PA) no domingo. O piloto, de 42 anos, natural da região, reportou emergência seis minutos após a decolagem na pista de Augustinho (garimpo a 250 km de Santarém). Ele chegou a informar que faria um pouso forçado ao lado de um rio, mas a aeronave caiu sobre uma castanheira na floresta Amazônica.

Duas aeronaves da FAB foram enviadas: um P-95 Bandeirante Patrulha e um helicóptero H-60 BlackHawk. "O maior desafio na hora do resgate é coordenar e administrar várias informações ao mesmo tempo que vão embasar decisões como o ponto exato de pairar, o melhor momento para a descida dos resgateiros e se haverá necessidade de descer uma maca, além é claro, de manter o controle da aeronave", disse o tenente aviador Ailson Andrade, piloto do BlackHawk. O piloto do monomotor, que conseguiu pedir ajuda pelo rádio do avião civil, foi resgatado da floresta com ferimentos leves.

Quinta aeronave que cai – Essa é a quinta aeronave em menos de 4 meses que cai no Oeste paraense. A última foi o monomotor da marca Bonanza, de prefixo PT-AVK, que caiu com duas pessoas no planalto santareno, às margens da rodovia Santarém-Cuiabá. Nesse acidente as vítimas foram o piloto e o mecânico.