
Segundo o historiador, a adesão do Pará foi um pouco forçada. “O imperador Pedro I mandou pessoas aqui para o Estado para verificar com os governantes da época a assinatura da adesão ao novo império”. Um documento do imperador dizia que, caso não houvesse a adesão, os territórios seriam invadidos. “O documento foi assinado e depois se descobriu que não tinha esquadra nenhuma a caminho do Pará”, afirma.
A adesão do Pará à independência trouxe, depois, alguns conflitos, como o episódio do Brigue Palhaço, onde cerca de 200 paraenses foram mortos dentro do porão de um navio. A repressão contra movimentos populares também resultou na Revolta da Cabanagem, em 1835.
Mesmo tendo assinado o documento em 1823, somente no século XX é que a adesão do Pará passou a ser tida como feriado. “Em 1922, no centenário da independência, é que o historiador João de Palma Muniz propôs a criação do feriado para o Instituto Histórico do Pará”, explica Aldrin.
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